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Ana das Carrancas

August 25, 2017

 

O legado de uma das mais famosas mestres artesãs do Brasil continua vivo em um Centro de Arte e Cultura em Petrolina, Pernambuco. Estamos falando de Ana das Carrancas, filha de uma louceira e de um agricultor, que aos sete anos começou a começou a ajudar a mãe a fazer potes e panelas de barro para vender na feira.

 

Foi assim que ela começou a trabalhar com o barro. Da cerâmica utilitária, passou a produzir também pecinhas figurativas. Mas peças mais famosas dela são, obviamente, as carrancas. A inspiração veio em uma de suas idas ao Rio São Francisco para buscar barro. Quando ela viu as carrancas de madeira tradicionais dos barcos, lá mesmo começou a produzir um barquinho de barro com uma carranca à frente.

 

As carrancas passaram a ser vendidas por ela na feira, junto com as louças. Inicialmente eram motivo de piada pelos demais comerciantes, mas tudo mudou quando dois técnicos de turismo encontraram o trabalho de Ana, durante uma viagem de pesquisa sobre o artesanato de Pernambuco.

 

Só então ela começou a participar de feiras no Brasil inteiro, com uma grande aceitação do público, que fez as peças dela ganharem o mundo. São carrancas com um aspecto rústico, formas simples e primitivas. Mas tem um detalhe muito importante: possuem os olhos vazados, em homenagem ao marido, José Vicente. Ele tinha uma deficiência visual, mas sempre participou ativamente do trabalho, fazendo os bolos de barro para a confecção das peças.

 

Ana das Carrancas faleceu no dia 01 de outubro de 2008, mas suas peças estão abrigadas em inúmeras galerias, museus e coleções particulares. Durante sua vida ela recebeu muitas congratulações, homenagens, troféus e medalhas, como o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2005).

 

Parte de sua obra está abrigada no Centro de Artes Ana das Carrancas, inaugurado no ano 2000 em Petrolina. O centro também conta com um memorial composto por fotos, recortes de jornal, medalhas e troféus conquistados pela artesã. Suas filhas Maria da Cruz e Ângela Lima são as responsáveis pela administração do Centro. Elas também são ceramistas e, com a morte da mãe, dão continuidade à produção das carrancas no mesmo estilo das produzidas por Ana.

 

 

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The legacy of one of the most famous artisan masters of Brazil is still alive in a Center of Art and Culture in Petrolina, Pernambuco. We are talking about Ana das Carrancas, the daughter of a ceramic artist and a farmer, who at the age of seven began to help her mother make pots and clay pots to sell at the fair.

 

That's how she started working with clay. From utilitarian ceramics, he began to produce also figurative pieces. But more famous pieces of it are, of course, the “carrancas”, or frowns. The inspiration came in one of her trips to the São Francisco River to look for clay. When she saw the traditional wooden “carrancas” of the boats, she began to produce a little clay boat with a “carranca” at the front.

 

The “carrancas” were sold by her at the fair, along with the dishes and pots. Initially they were mocked by the other merchants, but everything changed when two tour operators found Ana's work during a research trip on the crafts of Pernambuco.

 

Only then she participate in fairs in Brazil, with a great acceptance of the public, which made her pieces win the world. They are “carrancas” with a rustic appearance, simple and primitive forms. But it has a very important detail: they have holes in the eyes, in honor of the husband, Jose Vicente. He had a visual impairment, but always actively participated in the work, making  clay cakes for the making of the pieces.

 

Ana das Carrancas passed away on October 1, 2008, but her pieces are housed in countless galleries, museums and private collections. During her life she received many congratulations, tributes, trophies and medals, as the title of Living Heritage of Pernambuco (2005).

 

Part of her work is housed in the Ana das Carrancas Arts Center, inaugurated in the year 2000 in Petrolina. The center also has a memorial consisting of photos, newspaper clippings, medals and trophies won by the artisan. Her daughters Maria da Cruz and Ângela Lima are responsible for the administration of the Center. They are also potters and, with the death of their mother, continue the production of “carrancas” in the same style as those produced by Ana.

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