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Família Pereira

October 23, 2017

 

A família Pereira tem uma bela história de ceramistas muito talentosos e com estilo próprio.  A história começa com Domingas Pereira dos Santos, que era filha, neta e bisneta de paneleiras, que se dedicavam à cerâmica utilitária no Vale do Jequitinhonha. Um dos filhos de Domingas, Ulisses, foi um dos primeiros homens a se dedicar à arte da cerâmica no local.

 

Em seu trabalho, ele manteve as mesmas técnicas de modelagem e pintura aprendidas com a mãe. Entretanto, as obras feitas por ele não eram utilitárias e sim esculturas antropozoomorfas. Esse trabalho foi descrita como expressionista, surrealista, e místico. A verdade é que ele criou um estilo único, e talvez por isso seja o homem ceramista mais famoso do Vale do Jequitinhonha e um dos mais importantes escultores brasileiros do século 20.

 

As peças feitas por ele eram confeccionadas com um barro rosa puro e os engobes nas cores vermelho e branco eram usados nos detalhes e grafismos da escultura. A maioria tinha uma mistura de formas humanas com animais. Os trabalhos de Ulisses integraram várias exposições no Brasil e no exterior e ainda podem ser encontrados em importantes museus e coleções particulares.

 

Ele faleceu em 2006, mas depois da desse período a tradição da cerâmica continua nas mãos femininas de sua esposa Maria José, sua irmã Ana e a filha Margarida. Elas produzem peças que se assemelham às de Ulisses, mas com características próprias de cada uma.

 

O trabalho delas é bastante planejado, com dias específicos para amassar o barro, para a modelagem e para a queima. É um processo lento e longo, dividido entre os membros da família. A pintura é uma atividade sutil, delicada e paciente, para que tudo saia com perfeição.

 

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The Pereira family has a beautiful history of very talented potters that have their own style. The story begins with Domingas Pereira dos Santos, who was a daughter, granddaughter and great-granddaughter of “paneleiras”, who dedicated themselves to utilitarian ceramics in the Jequitinhonha Valley. One of Domingas' sons, Ulysses, was one of the first men to devote himself to the art of pottery there.

 

In his work, he kept the same modeling and painting techniques learned from his mother. However, the works made by him were not utilitarian but antropozoomorphic sculptures. This work was described as expressionist, surrealist, and mystical. The truth is that he created a unique style, and perhaps that is why he is the most famous ceramist man of the Jequitinhonha Valley and one of the most important Brazilian sculptors of the 20th century.

 

The pieces made by him were made with a pure pink clay and the engobes in the red and white colors were used in the details of the sculpture. Most of his works had a mixture of human forms with animals. Ulisses' works have integrated several exhibitions in Brazil and abroad and can still be found in important museums and private collections.

 

He died in 2006, but after that period the tradition of ceramics remains in the female hands of his wife Maria Jose, his sister Ana and daughter Margarida. They produce pieces that resemble those of Ulysses, but with characteristics of each.

 

Their work is well planned, with specific days to knead clay, modeling and firing. It is a slow and long process, divided between family members. Painting is a subtle, delicate and patient activity, so that everything comes out perfectly.

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