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Espedito Seleiro

August 2, 2018

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“Seu” Espedito nasceu em 1939, registrado como Espedito Veloso de Carvalho, mas o ofício de seleiro, exercido desde cedo, o fez ser conhecido como Espedito Seleiro. Filho de vaqueiro, “seu” Espedito nasceu em Arneiroz, no Ceará, e aprendeu bem novo, aos oitos anos, com seu pai, o ofício de seleiro, confeccionando selas e outros equipamentos para vaqueiros, tropeiros e cangaceiros. Seu pai faleceu ainda novo, deixando dez filhos e algumas ferramentas de ofício. Espedito, o mais velho dos dez filhos, começou passou a sustentar toda a família, com a confecção de selas.  Nessa época já viviam em Nova Olinda e a venda foi ficando cada vez mais difícil, por conta da queda do trabalho de vaqueiro, resultado da crise na pecuária vivida após a mais longa estiagem do século XX que assolou o Ceará por longos cinco anos, entre 1979 e 1984.

 

Ao observar o modelo de sandália feito pelo pai para Lampião, o rei do cangaço, que andou por ali nos anos 1930, Seu Espedito resolveu reproduzir esse conhecimento com outros modelos de calçados e bolsas e passou a usar cores. Tornou-se um investigador de pigmentos naturais e técnicas de tingimento de couro e assim, descobriu o angico que tinge de marrom, o urucum que traz o vermelho, a cinza da capimbeira que colore de branco. Com o tempo, criou uma estética própria que valoriza os desenhos e as cores, resultado da influência cigana, povo que admira e que, quando novo, o fascinava pelas vestimentas e adornos.

 

O negócio deu tão certo que a fama de Seleiro chegou aos ouvidos de estilistas da Cavalera, grife de roupas paulista, que buscavam um artesão para confeccionar peças de couro para um desfile da São Paulo Fashion Week, em 2005. Foi assim que, de um dia para o outro, Seleiro fez sucesso nas passarelas, na TV, nas revistas e até no cinema, vestindo Marcos Palmeira no filme O Homem que Desafiou o Diabo (2007). Além do vestuário, ele incluiu móveis em sua produção. “Eu mesmo faço os desenhos, os moldes, as costuras e a pintura com anilina. Só não mexo com madeira. Isso é com o marceneiro”, conta. Sua cadeira mais famosa é a Sertaneja. “Simples e forte, foi feita para durar a vida toda”, afirma o mestre.

 

Um dia, Espedito se deu conta de que, com o falecimento do pai, o conhecimento que vinha sendo passado desde seu tataravô poderia morrer com o seu próprio falecimento. Decidiu, assim, ensinar o ofício aos seus irmãos, depois seus filhos e mais recentemente os netos. Mais tarde, fundou a Oficina Escola Espedito Seleiro que passa para os mais jovens além do ofício, a percepção de que esse saber-fazer é parte de uma cultura, de um modo de viver que está vivo, e pode seguir vivo dentro de cada um deles. Hoje, Espedito Seleiro é mestre da cultura, reconhecido oficialmente pelo Governo do Estado do Ceará e pelo Ministério da Cultura. Em 2017, recebeu o título de Notório Saber pela Universidade Estadual do Ceará (Uece).

 

Com informações de:

http://artesol.org.br/rede/membro/espedito_seleiro

http://casa.abril.com.br/materia/os-artefatos-de-couro-do-cearense-espedito-seleiro

 

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