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Baniwa

April 10, 2019

 Os Baniwa fazem parte de um complexo cultural de 22 povos indígenas diferentes, que vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela. Além de morarem em diversas aldeias às margens do Rio Içana e seus afluentes, eles também vivem em comunidades no alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos no Amazonas.

 

O artesanato é feito por eles com Fibras de Arumã, uma espécie de cana com caule liso e reto, que é descascada com precisão pelos habilidosos artesãos. Só então o trançado é feito, sempre com rigorosa simetria gráfica e com muito esmero, garantindo assim a durabilidade da peça.  Há vários tipos de acabamento, feitos com cipós e amarrilhos naturais. Os mais comuns para confecção dos aros são: Espinha de anta (heemáphi); Cipó Titica; e o Cipó Uambé (okána). Já os amarrilhos são feitos de Curauá (heríwai pokoda), uma planta fibrosa.

 

A fibra de Arumã pode ser usada na cor natural, mas para tingi-la são usados pigmentos naturais. O vermelho é obtido a partir de plantas como o Urucu, fruto de onde é retirado um corante vermelho-vivo; e o carajuru, um corante vermelho-tijolo ou vermelho-ocre, extraído das folhas. Para se chegar ao pigmento a partir da planta Carajuru é preciso amassar as folhas com água, deixando decantar o pó e depois secar ao sol e tirar a goma, que deve ser misturada com uma base ou fixador. Para tingir de preto, usa-se fuligem de querosene ou de óleo diesel acumulada em uma lata ou na lamparina. A forma mais tradicional é utilizar a cinza dos fornos ou potes de cerâmica.

 

OS TIPOS DE CESTARIA

 

Balaio | Waláya

Os waláya aparecem na mitologia e nos rituais de iniciação das meninas e meninos. Tradicionalmente, os meninos aprendem a fazer cestas deste tipo e ofertá-las às suas amigas rituais, ao término do período de reclusão. Esses balaios grandes são usados para recolher a massa de mandioca e para servir beiju e farinha nas refeições. Serve de suporte para presentear com frutas e outros alimentos.

Essa cesta é considerada pelos artesãos Baniwa a mais trabalhosa, especialmente pelo acabamento que requer o beiral. Na decoração, ele pode ser utilizado como cesta para pães e frutas ou para colocar a correspondência recebida em casa, e até como embalagem para produtos cosméticos.

 

Urutu | Oolóda

Os Baniwa utilizam essa cesta em formatos grandes, sem desenhos marchetados, para reservar massa de mandioca e também para guardar farinha, beiju e roupa. Na sua decoração, eles podem ser utilizados como cachepôs para vasos de plantas e flores ou para colocar lápis, revistas, brinquedos e lixo seco.

 

Jarro | Kaxadádali

O termo kaxadádali, em baniwa, refere-se ao formato barrigudo, de uma cesta ou cerâmica. Antigamente, esse tipo de peça era feito também de cipó e usado para guardar miudezas como bóias de molongó e iscas para pesca, ficando submerso até o pescoço.

Na decoração os jarros produzidos em formatos grandes são utilizados como luminárias, porta guarda-chuva ou para colocar roupas. As miniaturas podem ser usadas como porta-vela e até como embalagem de perfume.

 

Peneira | Dopítsi

As mulheres baniwa se orgulham das suas peneiras, objetos de uso diário que demonstram a competência artesanal dos seus maridos. As peneiras são cestos platiformes, circulares, com talas afastadas, usadas para cernir a farinha e para transportar o beiju do forno até o jirau; suspensas por um tirante de cordas, servem como suporte para empilhar beiju seco.

 

As cestarias da etnia Baniwa podem ser adquiridas em nossas lojas:

 

Brasil Presente Guarulhos

Endereço: Aeroporto Internacional de Guarulhos, Terminal 3, Portão 317,  Embarque.

Celular/Whatsapp: 11 94540-7910

E-mail: aeroportogru@fuchic.com.br

 

Fuchic Jardins

Endereço: Alameda Franca, 1.167

Telefone: 11 3085-0434

Celular/Whatsapp: 11 97639-5311

E-mail: jardins@fuchic.com.br

 

Informações de: https://www.artebaniwa.org.br

 

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